
Robert Pattinson Fala Sobre “Lembranças”O jovem galã prova que há mais na vida do que Crepúsculo ao falar a Time Out sobre seu romance indie “sério”, “Lembranças”
O zumbido da nervosa excitação movimentada em torno da suite do hotel de Robert Pattinson essa manhã foi tanto que você meio que poderia esperar ele sair com uma pele dourada e dentes afiados de forma alarmante. Mas, na carne, a estrela de “Crepúsculo” é caloroso, mais sério e mais elegante do que você pode imaginar, com algo de adolescente nele, até mesmo os punhos desgastados da sua jaqueta. Em nosso vigiado bate-papo (20 minutos! E sem perguntas sobre Kristen!) Pattinson fala sobre seu papel como o fumante e estudante Tyler Hawkins no filme indie “Lembranças”, sobre criar “misticismo” como ator e sobre sugar o sangue dos lábios de sua colega de elenco.
Você pareceu apavorado quando estava entregando um prêmio Bafta mês passado. Você está ficando mais tímido?
R: Eu acho que estou sim! Quanto mais entrevistas você dá, mais coisas você tem que dizer às pessoas. Você de repente fica chateado que as pessoas estão mais propensas a te julgar. Se ninguém sabe nada sobre você, então você pode dizer o que quiser – e simplesmente se contradizer depois. Mas quanto mais contradições você faz, o alcance fica mais estreito para o que você pode dizer antes das pessoas se chatearem.
Onde “Lembranças” se encaixa na loucura de “Crepúsculo”?
R: Eu li toneladas de scripts depois do primeiro filme de “Crepúsculo” e esse foi um dos dois que eu mais gostei. Eu não trabalhei o ano inteiro depois de “Crepúsculo”. O que eu fiz? Nada! [risos] Foi muito legal. Ainda estava acostumado a sair por aí a maior parte do tempo quando estava na Inglaterra. E agora que estou trabalhando mais, não consigo imaginar ficar um mês inquieto. Então agora estou fazendo um trabalho atrás do outro. Que é uma coisa perigosa de se fazer porque tem um filme saindo a cada três meses. É uma super saturação. Você tem que começar a trabalhar na criação de alguma mística.
Mística? É isso que você sente que precisa? Ou o que você acha que as pessoas querem?
R: Eu vejo pessoas que estão em jornais e revistas a todo o tempo. Se elas estão em toda a semana, eu fico muito menos interessado em seus filmes. Então sim, estou sempre um pouco cauteloso.
Seu novo filme “Lembranças” é ambientado no verão de 2001. Você teve alguma cautela em levar para a ficção o 11/09?
R:Quando li pela primeira vez, não achei controverso. Achei que fluiu de forma orgânica, está ancorado na realidade. Foi duro para mim e eu quis mostrar as mesmas emoções que eu tive na primeira vez que li. Estou chocado com as pessoas pensando que é manipulador. Eu li o script e senti que deveria ser feito.
Você apanhou bastante em “Lembranças”. Foi divertido atuar como uma pessoa normal pela primeira vez?
R: Sim, é sempre agradável esmagar as coisas. Acho que foi uma das coisas mais divertidas no filme- desde a primeira luta, que é uma briga severa, há todas essas feridas no meu rosto, por dois terços do filme [risos].
E então sua namorada na tela [Emilie de Ravin] te beija e ganha um corte no lábio…
R: Foi um grande momento, que está no roteiro, onde há uma espécie de perversão com o corte na sua boca mas isso foi cortado do filme – onde eu estou chupando um pouco de sangue [risos]. Acho que isso foi um pouco estranho demais.
Essa foi sua primeira cena de sexo?
R: Não. Minha primeira cena foi em “Little Ashes”, quando eu tinha uns 21 anos e foi com um cara. E eu tinha que parecer estar tendo um ataque nervoso na hora. Então foi uma ótima introdução!
Você acha que tem algo a provar já que “Crepúsculo” foi tão rentável?
R: Acho que as pessoas são realmente muito duras com o que se torna sucesso. É muito estranho. Estava olhando um artigo sobre “Little Ashes”. ‘Ele ainda não provou seu potencial nas bilheterias. ‘Little Ashes’ bombardeado.’ Será que foi pelo tema gay? Ou, er, o fato de ter sido lançado em apenas 16 cinemas?
Há muitos cigarros, bebidas e sexo nesse filme. E quanto às suas fãs mais novas?
R: Essa é a última das minhas preocupações. Acho que é tão ridículo, pessoas colocando pressão nas artes. Eu penso que os pais é que devem ensinar seus filhos. Quanto mais você tenta esconder coisas como essa, mais excitante e apelativo elas são. [riso forçado] O movimento de abstinência é só uma reação a todo mundo ser tão obsessivo por sexo nos últimos 20 anos e ser tão aberto a todos. É louco pensar que os jovens, quando seus hormônios estão a flor da pele, e os pais ficam tipo, ‘Oh, não quero nada disso.’”
Você agora está filmando “Bel Ami” com Uma Thurman. Você interpreta um verdadeiro cafajeste.
R: Acho que esse é um dos roteiros mais divertidos que já li. Quando fizeram o filme em 1950 com Ângela Lansburry, tiveram que mudar a história. O romance é sobre esse cara que passa todos para trás e seduz todas as mulheres e completamente vai embora com tudo. E no primeiro filme, atiraram nele porque pensaram que a plateia não ia ser capa de aceitar. Nesse é totalmente o oposto. Esse cara é um completo canalha, tão arrogante e teimoso e que se acha justo para tudo. Ele permanece o canalha que é até o final e todos o parabenizam por isso.